Vera Cruz - RS, quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Publicado 13/02/2018 » Geral
Que tal iniciar o ano, após o Carnaval, com uma boa ação?
Fonte: Jornal Arauto

Gaúcho, Aurélia, Sansão, Véio, Zeus, Billy. Esses nomes lhes são conhecidos? Provavelmente não, mas pertencem a seis dos 19 cães que esperam um novo lar. Uma casa de verdade, com carinho, proteção, comida, assistência veterinária, sombra e água fresca. Neste período de férias, em que as pessoas costumam sair para viajar, há o aumento de casos de cães abandonados. A Prefeitura de Vera Cruz terceiriza o serviço veterinário para casos de urgência e emergência, especialmente àqueles animais com algum problema de saúde, acidente ou vítima de maus tratos. Recolhidos, eles são atendidos no centro veterinário Wazlawik, na rua Thomaz Gonzaga, no centro da cidade. Basta olhá-los para perceber a carência de carinho, de atenção, de cuidado. Já que o ano, reza a lenda, começa depois do Carnaval, então é hora de iniciar com o pé direito. Que tal ganhando o amor incondicional de um amigo de quatro patas?
Mas é preciso estar atento à guarda responsável. Animal não é brinquedo, sente fome, frio e medo. Ao adotar um bichinho, o dono passa a ser responsável pela qualidade de vida do animal. Maltratar ou abandonar animais é crime previsto em lei. O veterinário da Vigilância em Saúde de Vera Cruz, André Sant’Anna, explica que o básico, para quem adota, é fornecer água, alimento, local próprio para descanso e assistência veterinária. De agosto a dezembro de 2017 foram 64 adoções. Elas são feitas diretamente na Wazlawik, pois o Município não possui canil público. Os animais saem de lá castrados, numa medida que evita a superpopulação, também recebem vacina e microchip.
O serviço de hospedagem e atendimento veterinário aos animais recolhidos é destinado a situações de interesse público, explica Sant’Anna. Exemplo disso é algum caso de zoonose grave, como raiva, leischmaniose; ou quando um animal feroz está vagando pelas ruas. O que a população precisa entender, reforça o veterinário, é que não se trata de um SUS para os animais receberem atendimento ou espaço para os donos se desfazerem dos companheiros de quatro patas. A demanda seria inesgotável. “Não adianta sobrecarregar o serviço público com alguma situação particular”, resume Sant’Anna, reforçando o papel e a responsabilidade de quem tem um animal de estimação, seja ele qual for.

 

Na Wazlawik, 19 cães estão para adoção responsável (Foto Arauto)






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