Vera Cruz - RS, segunda-feira, 23 de abril de 2018
Publicado 13/04/2018 » Geral
MP ouve testemunhas no Fura-Fila
Fonte: Jornal Arauto

A semana é de desdobramentos em relação à Operação Fura-Fila, que aferventou Vera Cruz no início de dezembro do ano passado. O Ministério Público (MP) deu início, na quarta-feira, a uma série de oitivas. Ao todo, são 100 testemunhas que devem ser ouvidas. Até ontem, dez pessoas haviam sido chamadas, de acordo com a promotora Maria Fernanda Cassol Moreira, que está empenhada na formalização da denúncia dos investigados. Os afastados em 5 de dezembro já retornaram ao trabalho, em meados de fevereiro, com exceção de alguns que decidiram se desvincular do erário público.

A investigação acerca do possível beneficiamento de munícipes em consultas médicas e distribuição de materiais de agricultura é conduzida pelo Ministério Público de Vera Cruz e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A promotora Maria Fernanda acredita que com o início das oitivas terá ainda mais evidências que comprovam as irregularidades nos atendimentos da saúde e na distribuição de cascalho, terra e brita do município por parte de agentes públicos da Câmara de Vereadores e da Prefeitura. 

Com o cruzamento de documentos e informações coletadas nos celulares apreendidos, o MP apurou que assessores, em horário de trabalho, transportavam apadrinhados políticos para consultas médicas e exames em diversos municípios. Em outros casos, agentes tentavam reservar veículos da Prefeitura para levar apadrinhados a consultas particulares e até mesmo para a biometria [necessário a todos os eleitores de Vera Cruz]. Somente no gabinete de um dos vereadores investigados, segundo Maria Fernanda, diversos documentos que compravam a fraude foram apreendidos. Alguns deles citavam que o vereador “havia conseguido uma quantia de terra” para um beneficiado, diz a Promotora.

Segundo Maria Fernanda, são muitas as provas materiais das irregularidades. “O favorecimento é claríssimo. Nas conversas por telefone isso fica claro e nos documentos também. Havia favorecimento para apadrinhados políticos. Ainda estamos analisando material e sem prazo para conclusão”, disse ela. “Temos todos os trabalhos do Ministério Público, que não podemos deixar parados. Mas a prioridade é para a Operação Fura-Fila, muito pela tamanha repercussão que ela gerou”, acrescentou.

MP DE OLHO
A promotora adiantou que outros crimes, além de improbidade administrativa, estão sendo investigados. “É tanta coisa que ainda não é possível dizer quais são. Tem que ser feito o cruzamento de dados. Mas posso antecipar que as irregularidades e os crimes são muitos. Algumas estão escancaradas”, afirmou.

Operação foi deflagrada em 5 de dezembro de 2017 e afastou cinco políticos e cinco servidores (Foto Arquivo Arauto)






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