Vera Cruz - RS, sábado, 17 de novembro de 2018
Publicado 10/07/2018 » Geral
Comércio atento às notas falsas
Fonte: Jornal Arauto

Não tem marca d’água, relevo na lateral ou não muda de cor. Ah, então a nota é falsa! Quem trabalha no comércio deve atentar ainda mais para não arcar com prejuízos. Em Vera Cruz, nos últimos dias, foram pelo menos dois registros de cédulas não verdadeiras. Nersi Kinast, proprietária de um brechó na rua Ernesto Wild, perdeu R$ 200. Após ouvir murmúrios de que tinha dinheiro falso pela cidade, resolveu conferir as cédulas guardadas. Apavorou-se quando viu que duas notas de R$ 100 tinham um fio amarelado, em vez de preto, como são as verdadeiras. “Não sei de quem recebi. Os últimos dias foram de movimento e aí não conferimos tão bem a nota”, relata ela, contando também da perfeição da falsa cédula. “Tem que olhar bem pra saber que é falsa. É muito bem feita”, relata a vera-cruzense.

Nersi preferiu não registrar Boletim de Ocorrência. Isso, atestam os órgãos de Segurança Pública, é comum. De Vera Cruz, o último registro que chegou ao conhecimento da Polícia Federal (PF) é do mês de abril, de uma cédula recebida por um cliente de uma agência bancária. Em Santa Cruz, no entanto, há cerca de duas semanas uma farmácia registrou o recebimento de cédulas falsas. 
Antes de chegar à PF, os casos costumam ser comunicados à Polícia Civil. Foi o que aconteceu há duas semanas na Capital das Gincanas. No dia 19 de junho, um jovem de 26 anos sacou R$ 3 mil em uma agência bancária de Vera Cruz. A intenção era depositar em uma segunda conta, de outra agência do Município. Foi o que ele fez. Mas ao chegar na agência com o dinheiro em mãos, sacado minutos antes do caixa interno do outro banco, a atendente o informou que uma das notas de R$ 100 era falsa. “Fiquei envergonhado. A guria do caixa me conhecia”, relata ele, balconista de uma loja do Centro de Vera Cruz.

Orientado pelo banco, o vera-cruzense foi até a Delegacia de Polícia fazer o registro do acontecido. A nota de R$ 100, porém, ficou retida no segundo banco. “Disseram que iam encaminhar para exame no Banco Central”, conta o jovem. “E meu dinheiro?”, questiona ele. “Estou aguardando um retorno se vou ser ressarcido. Não acho justo perder R$ 100. Saquei o dinheiro de um banco e levei pra outro. Não quis fazer transferência para não ter que pagar a taxa e acabei com este prejuízo”, diz.

DE DENTRO DO BANCO
O que mais indigna o jovem é que a nota falsa partiu de dentro da agência bancária, de um caixa cujo responsável trabalha com cédulas boa parte do dia. “Se fosse de um amigo, no comércio, tudo bem. O pior é que saiu de dentro do banco. Ainda disseram pra mim: ‘mas passou na máquina’”, conta. “Não me interessa que máquina passou, só sei que eu ganhei uma nota falsa e quero meus R$ 100 de volta”, arremata o balconista, embravecido com a situação.

Proprietária de loja, Nersi Kinast recebeu há alguns dias duas notas falsas de R$ 100 (Foto Lucas Batista/Jornal Arauto)






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