Vera Cruz - RS, quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Publicado 18/01/2019 » Rural
Rastreabilidade é exigida aos produtores
Fonte: Jornal Arauto

Faltam poucos dias para expirar o prazo de adequações e passar a valer a instrução normativa do Ministério da Agricultura e da Anvisa, válida para todo território nacional, que estabelece o padrão de rastreabilidade de alimentos vegetais frescos, como frutas, hortaliças, raízes, tubérculos, bulbos e ervas aromáticas, para fins de monitoramento e fiscalização  de resíduos de agrotóxicos, envolvendo toda a cadeia, a começar pelo produtor. É no início de fevereiro que o prazo se acaba e a instrução normativa passa a valer para fins de fiscalização e penalidades, por isso, as entidades rurais de Vera Cruz reuniram-se nesta semana para traçar estratégias de orientação e apoio aos produtores de alimentos, a fim de que tenham o controle registrado de todo o manejo e o que aplicam na produção.

Estão previstos encontros  no interior, envolvendo produtores de alimentos. O primeiro será no dia 29 de janeiro, às 14 horas, em Vila Progresso, na propriedade de Oldemar e Dulce Schindler. Na ocasião, haverá demonstração prática orientativa sobre a rastreabilidade dos alimentos, ministrada pela Emater/RS-Ascar. A ideia, explica o presidente do Conselho Municipal de desenvolvimento Rural, Jeferson Klunk, é elaborar um caderno de campo pelas entidades rurais do município a ser adotado pelos produtores de alimentos locais, em qualquer escala. Pela Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Vera Cruz (Coopervec), por exemplo, são comercializados alimentos para as cestas do PAA e a alimentação escolar, por isso, é corresponsável pela rastreabilidade.
CADERNO DE CAMPO
Este caderno nada mais é do que um registro das atividades envolvendo a produção de alimentos, as tarefas executadas desde o plantio dos lotes, produtos comerciais aplicados, doses, volumes; observações sobre o lote, manejo, colheita. O produtor precisa ter apontado tudo o que é feito e aplicado em cada lote de alimentos que vende e cada ente desta cadeia é responsável por sua etapa, explica o engenheiro agrônomo Alberto Evangelho Pinheiro, da Emater/RS-Ascar de Vera Cruz. Os produtos vendidos, seja em mercados, feiras, via cooperativas, precisam ter informações, com dados do produtor, procedência, e identificação por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer sistema que permita identificar os produtos vegetais frescos de forma única e inequívoca.
EXPERIÊNCIA PRÁTICA
Desde o fim de 2018, a família de Luis Fabiano e Marci Oliveira, da localidade de Ferraz, implantou a rastreabilidade, exigência das redes de supermercado atendidas pelo hortifruti. São seis grandes mercados em Santa Cruz e outros menores, com entregas que ocorrem três vezes por semana, especialmente de hortaliças folhosas, como alface, couve, salsa e rúcula, além do morango. A maior rede de supermercados atendida exigiu a rastreabilidade de forma mais complexa, com terceirização de empresa, adoção de etiquetas com código de barra e QR Code. Em outras redes, o controle é mais simples, com dados do produtor, procedência, lote. Então, varia a exigência conforme o mercado consumidor.
Junto de Luis Fabiano e Marci, atuam na produção as filhas Débora e Eduarda e a mãe de Marci, Nelita Blank. Débora explica que participou de treinamento com o Sebrae sobre rastreabilidade e adaptou seu caderno de campo, para implantar o relatório da produção. Acaba sendo um verdadeiro diário, compara Débora, de tudo o que é feito e aplicado em cada lote, em cada cultivo, por data.

Débora Oliveira mantém caderno de campo com anotações sobre manejo em cada lote cultivado (Foto Arauto)


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