Vera Cruz - RS, terça-feira, 17 de setembro de 2019
Publicado 15/03/2019 » Geral
Galpão com fumo é incendiado em Ferraz
Fonte: Jornal Arauto

O fumo já estava seco, estocado e à espera da comercialização. 18 fardos, aliás, estavam prontos. Mas um incêndio criminoso registrado no início da noite de terça-feira dá um fim diferente para a safra 2018/2019 da família de Genésio Riese, moradora de Ferraz, no interior de Vera Cruz. Os próximos dias não serão de terminar o período de sortir e manocar o tabaco, mas de contabilizar os prejuízos, que não são poucos. De forma preliminar, diz o agricultor, deve passar de R$ 50 mil. A expectativa é que até 40 arrobas ainda possam ser vendidas, mas por um preço bem aquém do que ganharia se a safra terminasse de forma normal. Dentro do galpão incendiado estavam 350 arrobas. 

O que mais choca nesta história é que o sinistro teria sido provocado por quem mora bem próximo e tem parentesco de primeiro grau. “Foi meu irmão”, cita o agricultor. Gerson Luiz Riese, de 37 anos, foi preso em flagrante pela Brigada Militar logo depois de ter ateado fogo no depósito. Ele seguia recolhido, na manhã de ontem, no Presídio Regional de Santa Cruz do Sul. Segundo Genésio, durante a tarde de terça-feira, o irmão chegou a fazer ameaças, dizendo que o galpão pegaria fogo à noite. “Mas a gente não acreditava que ele faria isso. Nos últimos tempos, estávamos ignorando ele, pois levava uma vida muito diferente da minha e dos meus outros irmãos. O Gerson não trabalhava e percebíamos que ele tinha certa inveja de nós”, conta.

A forma como o incêndio se alastrou não é conhecida. Mas, segundo Genésio, foram encontradas peças de roupa e um colchão do lado de fora do galpão. “Acredito que ele tenha usado gasolina”, diz. “A parte interna queimou muito rápido, principalmente os fardos prontos. Não conseguimos salvar nenhum. Do restante, estamos tirando a parte queimada, colocando para secar e depois ver o que podemos vender”, comenta o produtor, triste com o episódio. “Mas apelamos para a fé. Agradecemos que de tudo que aconteceu foram apenas bens materiais. Poderia ter sido uma vida”, acrescenta. 

ANO DIFÍCIL
Dói para o produtor ver toda a sua safra queimada em questão de minutos. “É um ano todo de trabalho. E foi um ano difícil. Muita chuva e calor, principalmente na colheita das últimas fornadas. Não teve quem não passou mal na lavoura por causa disso e daí ver todo esse trabalho indo embora em cinco minutos. Dói”, comenta o fumicultor, que aguarda comercializar o pouco que sobrou. Seguro não há.

Dia seguinte ao incêndio foi de tentar salvar o pouco do fumo que restou (Foto Lucas Batista/Jornal Arauto)






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