Vera Cruz - RS, quarta-feira, 26 de junho de 2019
Publicado 12/04/2019 » Geral
Selvagens, duas décadas de cor, brilho e superação
Fonte: Jornal Arauto

Ela trouxe a culinária para a rua Cláudio Manoel no ano passado. Mas já esbanjou criatividade e brilho em tantos outros desfiles temáticos da Gincana de Vera Cruz. Conquistadora de olhares por onde passa, a equipe Selvagens completa 20 anos e firme na disputa do evento cultural mais tradicional do município. É guerreira. Venceu pela primeira vez em 2009. Manteve-se no topo do pódio por mais três anos, sendo campeã em 2010, 2011 e 2012. Venceu novamente em 2015 e em 2017.

A Selvagens trata o ano de 2019, conta o integrante Maurício Rabuske, como o mais importante de sua existência, por dois motivos: por ser a vigésima gincana da equipe e por ser os 60 anos de emancipação do município, sendo que há exatos 10 anos a Selvagens conquistava seu primeiro título, no simbólico cinquentenário de Vera Cruz. “Outro fator importante é que este ano podemos nos tornar a equipe mais vencedora da história das gincanas, com sete títulos, o que nos motiva ainda mais”, planeja o gincaneiro, que diz que a equipe irá apostar na força, na união e na participação de todos os que fizeram parte da história da Selvagens.

O INÍCIO DE TUDO
A Selvagens surgiu no ano de 2000, de um grupo de motoqueiros que se reunia todos os fins de semana no Bar Xodó, no Centro de Vera Cruz. Esse grupo passou a aumentar e a turma de amigos, jovens entre 16 e 25 anos e que participavam da gincana em outras equipes como coadjuvantes, resolveram criar a Selvagens. “Naquele ano, primeiro fizemos um bloco de carnaval, composto somente de homens, e logo após o término do carnaval amadurecemos a ideia de ingressar na gincana”, destaca Rabuske.

Nos primeiros dois anos de equipe, o espírito era de fazer festa e somente participar do evento para se divertir e curtir, segundo os gincaneiros. A partir do terceiro ano, em 2002, a equipe passou a contar com integrantes vindos da extinta Comando Abutre, o que agregou experiência e motivou ainda mais a competição e a briga pelos primeiros lugares. Em 2003, a Selvagens chegou ao pódio, na terceira colocação. A partir daí, lembra o gincaneiro, a equipe passou a ser figura constante entre as primeiras colocações, amadurecendo cada vez mais e criando uma união ímpar entre os integrantes. 

AGREGANDO COMPETIDORES
Hoje, a Selvagens é a agremiação que soma mais participantes. E esse crescimento foi gradativo. No início, a equipe buscou familiares dos jovens fundadores e com o ingresso dessas pessoas mais experientes, mesclando com a juventude e a ambição de seus integrantes mais novos, a Selvagens tomou corpo e em 2009 soltou o grito de campeã pela primeira vez.  “O status de ‘equipe a ser batida’ contagiou as outras e no ano de 2013 a hegemonia da Selvagens foi quebrada. A partir de 2014, a Selvagens passou a mesclar título com vice-campeonatos, tendo se sagrado mais duas vezes campeã e três vice-campeã”, frisa Rabuske.

A “Família Selvagens”, denominação adorada pelos integrantes, faz referência à união da equipe, à garra com que encara a disputa. “A equipe se formou através de jovens e foi agregando novos membros, passando por experiências das mais diversas, desde os momentos de extrema felicidade, com as conquistas, quanto a momentos mais dolorosos, com perdas de entes queridos, o que fez com que a equipe se unisse cada vez mais, na alegria e na tristeza, como toda boa família”, conta o histórico da equipe.

(Foto Arquivo Arauto)






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