Vera Cruz - RS, quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Publicado 25/06/2019 » Rural
“Solo sadio, planta sadia”
Fonte: Jornal Arauto

As entidades agrícolas de Vera Cruz querem provocar os produtores rurais a saírem da zona de conforto e motivar o entendimento sobre o solo, seu equilíbrio, sua saúde, para poder produzir mais e melhor, além de reduzir custos. Por isso, foi realizado na sexta-feira, na propriedade de Lucas Schubert Costa, na Linha Borges de Medeiros, o 1º Seminário de Solos da Agricultura Familiar de Vera Cruz, numa parceria entre a regional do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Coopervec, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Senar, Emater/RS-Ascar e Sicredi. Alunos do Instituto Crescer Legal participaram da dinâmica à tarde.
Foi o técnico agrícola e estudante de Agronomia Jair Matos de Borba, que atua na regional da Fetag em Ijuí, que coordenou o debate sobre agricultura sustentável, focando em agroecologia, agricultura ecológica, orgânica e biodinâmica para serem aplicadas na agricultura familiar e de grande porte, seja em lavouras, hortas ou pomares, incluindo o controle biológico de pragas e doenças.
“Vamos dar comida para a terra, para a terra devolver para a gente”, frisou Borba, enfatizando que é preciso alimentar o solo para que seja possível trabalhar as partes química, física e biológica de maneira equilibrada, a fim de nutrir adequadamente as plantas cultivadas. E essa alimentação se dá com coisas da própria natureza, sem química, diz o técnico agrícola. “Solo sadio, planta sadia, seres humanos saudáveis”, resumiu. Entre as dicas para os agricultores, o reforço ao plantio direto, em meio à palha, técnica que pode ser empregada tanto em grandes áreas de cultivo como em pequenas propriedades.
O plantio direto na palha apresenta diversas vantagens com relação ao preparo convencional, no que se refere a maior sustentabilidade da produção agropecuária, com um menor custo de preparo do solo, maior infiltração e armazenamento de água, drástica redução da erosão e assoreamento de mananciais de água, entre outros.
Este sistema de plantio, utilizando a cobertura de palha no solo, é utilizada por Lucas Schubert Costa em parte de sua horta. Ele é um exemplo de trabalhador que saiu da cidade para retornar ao campo e, há cerca de dois anos, a família passou a apostar na produção de hortaliças sem agrotóxicos, além do cultivo de frutíferas. A importância desse tipo de evento para ele é simples e cristalina: “é através do solo que eu consigo produzir sem veneno”, frisa Lucas, que além do plantio direto utiliza adubos líquidos naturais. Ele aguarda a certificação de produção orgânica para dar um passo maior no cultivo e na ampliação de mercado.

Jair Borba destacou a importância de nutrir o solo (Foto Arauto)


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