Vera Cruz - RS, quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Publicado 09/07/2019 » Geral
Não é tão fácil comprar uma arma
Fonte: Jornal Arauto

Desde janeiro, quando tomou posse, o presidente Jair Bolsonaro editou sete decretos e um projeto de lei para flexibilizar as exigências relacionadas ao porte e a posse de armas. Mesmo com as mudanças, a constitucionalidade dos textos continua sendo questionada. Na prática, as últimas principais alterações envolvem regras para o veto ao porte de fuzis, carabinas, espingardas ou armas ao cidadão comum; validade de 10 anos para a autorização de porte de armas e para o embarque de passageiros armados em voos no Brasil.

O decreto de flexibilização inicialmente fez com que muitas pessoas procurassem informações e orientações a respeito do porte e da posse de armas. Em Santa Cruz, as mudanças fazem com que a comercialização oscile. Em um dos estabelecimentos de armamentos e munições houve incremento médio de 30% nas vendas desde o primeiro decreto, anunciado em janeiro. O empresário Rafael Corrêa relata que, após divulgação do primeiro decreto, houve bastante procura de informações. “Somente depois disso as pessoas mostraram-se interessadas em comprar”, sublinha. Tanto é que foi nos meses de abril e maio que o incremento nas vendas ocorreu. Porém, com novo decreto, divulgado em maio, que tem entre as mudanças a restrição de calibres, a procura caiu e as vendas ficaram inclusive abaixo da média no mês de junho. 

Para o empresário Alcindo dos Reis, que também confirma aumento significativo nas vendas, entre 20 e 30%, com o novo decreto há expectativa de fomentar novamente o setor, dependendo do que for regulamentado, já que atende um mix de clientes, desde o produtor rural a empresários, cidadãos de bem e área de segurança pública e militares. Reis lembra ainda que, independentemente do decreto, aqueles que possuem armas devem estar atentos aos vencimentos dos registros para manterem-se regularizados.

Embora a procura por informações tenha aumentado, para o empresário no setor de artigos militares, Marcelo Martins da Rocha, após decreto houve incremento nas vendas, mas ainda há incertezas até que seja regulamentado. Em seu estabelecimento, o acréscimo foi de aproximadamente 10% nas vendas. “Ainda há bastante dúvidas em virtude de ter mudado de novo o decreto. Vamos aguardar o que será definido ”, frisa. 

Confira a matéria completa na edição impressa desta terça-feira, do Nosso Jornal.

Entre os passos para adquirir uma arma está o teste de tiro (Foto: Lucas Batista)






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