Vera Cruz - RS, quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Publicado 06/08/2019 » Geral
“É um elo entre ele e eu”, diz mãe
Fonte: Jornal Arauto

Até os seis meses, exclusivamente, o alimento mais adequado para qualquer criança é o leite materno. Além de fazer bem à saúde do bebê e da mãe, é o elo entre ambos. É o momento de conexão, conforme confirma a fisioterapeuta Sandra Renata Mandler, de 35 anos, que vem amamentando até hoje o filho Augusto Mandler Klein, com pouco mais de dois anos. “Sinto felicidade plena em poder amamentar até hoje. É um elo entre ele e eu que ninguém tira”, acredita. “Inexplicável o amor que sinto por poder proporcionar o aleitamento materno”, completa.

Nem todas as mães conseguem amamentar seus pequenos até os seis meses de forma exclusiva, ou ainda até os dois anos com a complementação de papinhas e frutas. No entanto, na Semana Mundial do Aleitamento Materno, que ocorre entre 1º e 7 de agosto, o assunto é pauta nas unidades de saúde dos municípios e também refletido por mães que ainda estão se adaptando ou aquelas que já amamentam.  

DIAS DIFÍCEIS
Sandra lembra de quando Augusto aprendeu a mamar de forma correta e diz que nem as dificuldades fizeram com que a santa-cruzense desistisse. “O Augusto pegou logo o peito, mas não sabia sugar. Assim, não conseguia ganhar peso”, recorda. “Os 10 primeiros dias são cruciais para saber se o bebê vai conseguir se sustentar com leite materno ou precisará de um complemento.

Então, fui acompanhada pelo pediatra”, conta. Na ocasião, Augusto perdeu mais peso do que é tido como normal. Sandra ficou preocupada, mas seguiu na luta. “Deu tudo certo. O Augusto começou a recuperar o peso, engordou, sugava certinho e se saciava muito bem. “Eu tinha e tenho muito leite para ele”, comemora. 

O primeiro mês não foi fácil. A fisioterapeuta teve ainda candidíase mamária. “Pensei em desistir várias vezes, pois é cansativo, estressante, mas parava e pensava: tenho leite, isso é só ele e eu. Nosso maior vínculo e ainda, a melhor coisa que uma mãe pode fazer por um filho”, reflete. Tudo melhorou a partir do segundo mês. “Era só felicidade ao ver aquele bebê nos meus braços e eu podendo dar tudo que ele precisava”, diz. 

O médico pediatra Jorge Bertão salienta que a mãe que não consegue amamentar não deve sentir complexo de culpa, pois o bebê vai desenvolver do mesmo jeito, seja com fórmula ou outras alternativas de alimentação. Mas para estimular o mamar, orienta: “prepare a fórmula e com uma seringa derrame no peito enquanto o bebê está mamando. Vai fazer com que a criança puxe”.
Durante o parto, seja natural ou cesárea, a mulher tem reações de ansiedade e emoção. “Demora de 48 a 72 horas para se recuperar e hidratar de novo e por isso demora para descer o leite”, explica. “Não há motivos para preocupação, pois o bebê nasce com reservas para aguentar esses três a quatro dias até vir o leite”, completa.

Confira a matéria completa na edição impressa desta terça-feira, do Nosso Jornal.

Para Sandra e Augusto, este é um momento de conexão (Foto: Luciana Mandler)






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