Vera Cruz - RS, quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Publicado 09/08/2019 »
No leite, forte alternativa de renda
Fonte: Jornal Arauto

A produção de leite em Santa Cruz do Sul vem despontando como uma das fortes alternativas de renda nas propriedades rurais. Entre elas, está a de Angela e Milton Fritzen, que há 11 anos investem na produção leiteira. Hoje, são 223 produtores espalhados pela zona rural do Município, segundo a Secretaria de Agricultura. A maior produção de leite, em termos de volume, está concentrada na localidade de Cerro Alegre Alto, onde mora a família Fritzen. 

Ao ajudar alguns vizinhos na produção de leite e perceber no segmento uma fonte de renda extra para a família, além do fumo, Guilherme Fritzen resolveu iniciar a atividade na propriedade, junto com os pais Angela e Milton. “Quando começamos, a gente tinha vacas de criação e compramos mais 14, num período de três a quatro anos. O nosso resfriador comportava 300 litros, hoje cabe 3.200”, conta Angela. “No início, o leiteiro carregava 70 litros por dia”, relembra Guilherme.

Hoje, o leite é a maior fonte de renda da família. A produção diária chega a quase 1.500 litros, ordenhados de 55 vacas. Ao mês, são quase 45 mil litros. A outra parte do rebanho - que não está em produção - é composta pelos terneiros ou as vacas prenhas, que estão perto de ganhar a cria. 

RENDA QUE VEM SÓ DO LEITE
Segundo o secretário da Agricultura, Elo Ari Schneiders, muitos agricultores vêm plantando cada vez menos fumo para se dedicar também à pecuária leiteira. “Algumas famílias já pararam com o cultivo do tabaco por completo e trabalham diretamente com a produção de leite”, avalia. Na propriedade de Angela e Milton, esse é o plano para o próximo ano: parar com o plantio de fumo, tendo no leite toda a renda familiar. “Aos poucos, plantamos cada vez menos fumo, porque a produção do leite dá bastante trabalho e exige muito tempo”, explica Angela. Segundo o veterinário do Município, Emílio Hoeltgebaum, em Santa Cruz 90% dos produtores de leite têm agregado à  alternativa da fumicultura e os outros 10% seguem só com o segmento leiteiro.

Confira a matéria na íntegra, no Jornal Arauto desta sexta-feira.

Ordenha das vacas é realizada duas vezes ao dia: cedo pela manhã e no final da tarde (Foto: Jornal Arauto)


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