Vera Cruz - RS, sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Publicado sexta-feira, 6 de setembro de 2019 09:42 »
Entre linhas e tecidos, a arte de costurar
Fonte: Jornal Arauto

Há alguns anos era mais comum encontrar uma máquina de costura nas casas e alguém que soubesse manuseá-las. Devido ao alto custo das confecções prontas e o difícil acesso às lojas na cidade, as roupas que vestiam a família geralmente eram feitas pelas mães ou avós. Na casa de Ana Tornquist, 56 anos, não era diferente. Os tecidos, linhas e alfinetes sempre fizeram parte da sua vida. Por volta dos 14 anos, aprendeu a arte da costura e passou a fazer as próprias roupas e as das amigas. Hoje, ao lado das filhas Barbara, 31 anos, e Joana Tornquist, 34, ela está à frente de uma empresa do ramo de malhas, aviamentos e confecções. No dia a dia, ela acompanha as mudanças que vêm ocorrendo na profissão. 

Quando alguém lhe pedia para fazer uma peça, Ana costumava buscar inspiração nas roupas que as atrizes usavam nas novelas ou que ela via nas revistas de moda. “Eu gostava de seguir o que era tendência na época”, lembra. Atualmente, quando uma cliente manda fazer uma confecção, Joana conta que a pessoa traz fotos de modelos que encontrou na internet. “As pessoas vêm com inspirações do mundo todo, imagens que descrevem estilos e cores que elas gostam”, revela a estilista. Segundo mãe e filha, entre as facilidades que apareceram ao longo dos anos na profissão, também está a variedade de tecidos e a agilidade na entrega dos materiais. “Antigamente, comprava-se um único rolo de tecido e as pessoas vestiam a mesma estampa. Hoje, a gente consegue escolher os tecidos e recebê-los em um curto tempo”, afirma Joana. 

REDES SOCIAIS
Segundo as profissionais, as redes sociais são fundamentais na divulgação do seu trabalho e na aproximação com os clientes.Segundo Joana, no início, ela e uma amiga realizavam desfiles, faziam a maquiagem das modelos e produziam os ensaios fotográficos sozinhas. “Depois a gente imprimia as fotos e colava pela loja”, lembra, aos risos. Para ela, a internet tem facilitado nesse sentido. Hoje, se tornou mais fácil encontrar parceiros via online e divulgar as peças produzidas. Além disso, Ana lembra que a comunicação rápida é outro ponto a favor nos negócios. “As pessoas vinham de longe para mandar fazer roupas e a gente não tinha telefone naquela época. A notícia de que havia uma costureira na região passava de boca em boca”, acrescenta.

Confira a matéria completa no Caderno Mais, da edição desta sexta-feira e sábado do Jornal Arauto.

Para mãe e filha, profissional deve saber todas as etapas de construção de uma peça (Foto: Jornal Arauto)


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