Vera Cruz - RS, quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Publicado terça-feira, 8 de outubro de 2019 11:11 »
Alternativa aos problemas de saúde
Fonte: Jornal Arauto

Você sabia que além da medicação, existem práticas alternativas que podem ajudar no tratamento de problemas de saúde, como enxaqueca, insônia, dores crônicas e depressão? E que desde 2018, elas são ofertadas pelo SUS em Vera Cruz? São as chamadas Práticas Integrativas Complementares (PICs), que não têm o objetivo de substituir os medicamentos, mas de serem complementares ao seu uso. Essa nova forma de cuidado da saúde, mais humanizada e realizada de maneira integral, têm feito a diferença na vida de pessoas como Jacinta Sterz, 62 anos, Claudete Mueller, 55 anos, e Glaci Rodrigues, 58 anos, que não abrem mão da prática da ginástica e da meditação guiada toda a semana. Para elas, os benefícios vão além do bem-estar físico, proporcionando também a melhora da mente. 

Todas as segundas-feiras pela manhã, Jacinta e Claudete sabem que o compromisso é com sua saúde. Para Claudete, os exercícios físicos praticados através das aulas de ginástica têm ajudado a diminuir problemas no joelho e na coluna e melhorado sua disposição. Mas não só o corpo tem respondido bem aos exercícios, a mente também, frisa a amiga Jacinta. “Nós gostamos tanto, que agora fazemos caminhadas juntas e estamos querendo repetir os exercícios em casa”, frisa. Segundo a profissional de educação física, Simony Fagundes, as atividades têm o objetivo de promover o autocuidado dos usuários e fazer com que eles se responsabilizem pela própria saúde. 

Dos 29 procedimentos de PICs oferecidos pelos SUS e liberados pelo Ministério da Saúde, seis são ofertados em Vera Cruz. Dessa forma, além da ginástica e da meditação guiada, estão disponíveis, atividades como auriculoterapia, shantala, Lian Gong e fitoterapia. De acordo com a secretária de Saúde, Liseana Palma Flores, mesmo com medicamentos, exames e médicos disponíveis, alguns problemas de saúde não são resolvidos, pois as pessoas precisam contar com outras alternativas. “Se está com enxaqueca, busque fazer reiki, auriculoterapia ou aromaterapia. Se não está conseguindo dormir, antes de tomar o remédio faixa preta, tente outros tratamentos, como a meditação”, explica.

COMO PARTICIPAR
As terapias complementares são realizadas nas unidades básicas de saúde ou em locais cedidos através de parcerias e aplicadas por profissionais capacitados nessas práticas. Para participar, a coordenadora das PICs e farmacêutica do Núcleo de Apoio Saúde da Família (NASF), Flávia Brasil Dias, orienta que a população se informe junto à unidade básica que frequenta e relate à enfermeira a vontade de frequentar a atividade. O encaminhamento pode ser feito também por profissionais a partir da percepção de um problema nas consultas. “Isso não quer dizer que só o médico pode perceber esse problema, mas o dentista também. Em caso de bruxismo,  quando a pessoa é muito nervosa, por exemplo, o profissional pode encaminhar para meditação ou para a auriculoterapia”, frisa.

ENTENDA CADA TERAPIA
Auriculoterapia: técnica semelhante à acupuntura, que ao invés da agulha, aplica sementes de mostarda em pontos específicos da orelha, que correspondem a todos os órgãos e funções do corpo. Ao estimular esses pontos, as áreas do corpo vão sendo trabalhadas. Traz alívio ao estresse, depressão, ansiedade e dores crônicas. 

Shantala: massagem para bebês, que toca toda sua pele, trazendo benefícios como alívio das cólicas, melhora do sono e o fortalecimento do vínculo com os pais. 

Meditação guiada: técnica que ensina as pessoas a respirarem melhor, a se reapropriar da consciência do corpo, auxiliando no controle da pressão arterial, junto da medicação, e de crises de ansiedade e cura dos processos de depressão. 

Lian Gong: 18 movimentos de alongamento corporal e consiste em um dos primeiros sistemas de prática corporal oriental que integra a tradição milenar das artes corporais chinesas aos modernos conhecimentos da medicina ocidental. É indicada para controlar dores crônicas.

Fitoterapia: utilização de plantas para o tratamento de doenças. Dessa forma, projetos como de relógios de plantas medicinais são trabalhados em Vila Progresso e no bairro Arco-Íris. A metodologia é da medicina chinesa, que explica que os órgãos funcionam em determinados horários. Dessa forma, traz a importância de consumir as plantas de acordo com o horário de seu funcionamento. Também, através dessa técnica, os médicos passam a orientar os pacientes a tomarem remédios fitoterápicos, obtidos com emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais.

Ginástica: oferece exercícios de fortalecimento e alongamento aos usuários, ajudando na prevenção e manutenção de dores crônicas, evitando, por exemplo, a procura pela fisioterapia. Além disso, diminui o uso de medicação para dor.

Confira a matéria completa na edição desta terça-feira, do Jornal Arauto.

Meditação guiada é uma das práticas complementares ofertadas toda a semana (Foto: Jornal Arauto)


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