Vera Cruz - RS, terça-feira, 12 de novembro de 2019
Publicado sexta-feira, 18 de outubro de 2019 08:21 »
Elas são heroínas contra o câncer de mama
Fonte: Jornal Arauto

Nesse exato momento, muitas mulheres estão se sentindo impotentes frente ao câncer de mama, vendo as lágrimas de apreensão escorrerem pela face e se perguntando o que vai acontecer daqui para frente. Afinal, essa é a neoplasia maligna mais incidente em mulheres na maior parte do mundo, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além disso, no Rio Grande do Sul, é o tumor mais frequente entre as gaúchas, conforme a Secretaria da Saúde do Estado (SES/RS). 

Também nesse instante, tantas outras mulheres estão servindo de exemplo para essas primeiras. Colocando “a cara a tapa”, dividindo suas histórias e mostrando que é possível vencer. Entre elas, Luciana Gomes, 41 anos, Daiane Fernandes, 34 anos, e Cássia Nunes, 30 anos. Sem dúvida, para essas guerreiras pela vida, receber a notícia de que estavam com câncer de mama foi doloroso, triste e desesperador. Luciana tinha receio de perder o cabelo. Daiane não queria ficar debilitada e mudar a rotina. Cássia temia que não veria o filho crescer. Elas passaram pelos tratamentos, entre eles quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Sentiram medo, angústia e, por certas vezes, dor.

No entanto, o que elas também têm em comum é que mais que uma doença, perceberam no problema de saúde uma nova chance. Luciana passou a usar peruca sem medo. Daiane não se abalou frente às dificuldades do tratamento. Cássia buscou na família o apoio e não desanimou, nem mesmo após a mastectomia. É por isso que hoje, elas contam pelo que passaram, dividem suas histórias e se tornam exemplos de inspiração. 

Com a descoberta do câncer, um novo olhar para a vida
Luciana Gomes, 41 anos, não esquece o dia em que sentiu um pequeno e pontudo caroço na mama esquerda: foi em 6 de abril deste ano, enquanto trocava o sutiã. A partir daí, passou a fazer uma série de exames, ir em diversas consultas médicas, até que, em 16 de maio, recebeu a confirmação de que estava com câncer de mama. Ao ouvir as palavras da médica, Luciana começou a chorar. Naquele momento, saber de que se tratava da doença, por mais que fosse grau 1, com o tumor em fase inicial, a deixou aterrorizada. Saiu da mastologista sem forças para contar aos familiares. Falou apenas ao marido, Alex. Ao chegar em casa, chorou quieta e sozinha. Não queria que os filhos, Allan, 13 anos, e Erick, quatro anos, percebessem. O choro seguiu por vários dias. 

Mas foi também a partir daquele 16 de maio que Luciana se tornou uma nova mulher e mudou a forma como enxergava a vida.  Para quem estava acostumada a rotina agitada, no trabalho e em casa, e nunca separava um tempo para cuidar de si e da sua alimentação, começava ali uma jornada para parar e voltar a olhar para ela mesma. “Quando soube que após a cirurgia para retirada do tumor, teria de ficar 10 dias de atestado, minha primeira reação foi: ‘mas não posso parar, doutora!’”, relembra. Agora, as verduras e frutas fazem parte da sua rotina. Até o reiki ela adotou como atividade de relaxamento e cuidado em sua vida. “Vejo esse momento como uma oportunidade, uma chance de ter uma nova vida, de mudar aquilo que eu estava fazendo errado”, revela.

“A doença veio para eu crescer, evoluir e aprender”, diz Daiane
“Não imaginava que teria essa força. Nada me abalou”. E que força carrega Daiane Fernandes, 34 anos. Força para vencer o câncer de mama, ajudar outras mulheres através da sua história. E um desejo muito grande de viver. A descoberta, bem no estágio inicial da doença, veio depois que sentiu um pequeno caroço no seio esquerdo e procurou ajuda médica. Meses antes, em outubro de 2018, tinha feito o exame de mama, que deu negativo. Desde que soube que a única alternativa para seu tipo de câncer, o triplo-negativo, era fazer quimioterapia, manteve o pensamento positivo. “Acredito muito na influência do psicológico. Quando o médico me dizia o que poderia sentir durante o tratamento, pensava: “não vou ter nada disso”. E foi assim. Claro, saía da quimio cansada, mas com fome. Terminava a sessão e ia direto para o restaurante”, relembra.

Nem a queda do cabelo fez com que Daiane baixasse o astral e perdesse a vaidade. Pelo contrário. “Me arrumei durante todo o tratamento, vinha pra loja maquiada e de salto. Aproveitei esse momento para brincar com meu visual”, diz. O lenço também parece fazer parte do seu estilo. De forma natural. Aliás, foi assim também que ela raspou a cabeça. “Um dia cheguei em casa e pedi ao meu marido, Cesar, que cortasse meu cabelo. Foi um momento tranquilo e nosso”, lembra. 

Nos abraços, o apoio que Cássia precisava
Com a descoberta do câncer de mama, Cássia Milane Silva Nunes, 30 anos, perdeu o chão. Não sabia o que fazer, se teria tratamento ou se sobreviveria. Nesse período de incerteza, resolveu se informar com uma amiga de sua mãe, que há 11 anos tinha passado pelo câncer de mama. “Ela me encorajou, me mostrou que tinha uma forma de passar por isso e me falou sobre a Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) e a Liga Feminina de Combate ao Câncer”, relembra. 

Aos poucos, com a orientação médica e a participação nos grupos de mulheres da Aapecan, passou a entender que a doença tinha cura e que não precisaria passar por tudo aquilo sozinha. “Coloquei na minha cabeça que a doença veio pra mim como uma prova e tinha que passar por ela de cabeça erguida”, explica. Nesse processo, a família foi seu porto seguro. “Tinha medo que quando ficasse careca, meu filho ia se assustar com minha aparência. Mas ele dizia: “mãe, não bota peruca, nem lenço, tá bonita assim”. Até raspar a própria cabeça ele queria”, completa, orgulhosa do pequeno Edson Gustavo, de sete anos. 

A reportagem completa, você confere na edição desta sexta-feira e sábado, do Jornal Arauto.

Com presilhas, Luciana dá novo estilo à peruca (Foto: Jornal Arauto)
Usar perucas e lenços foi a oportunidade para Daiane brincar com seu visual (Foto: Jornal Arauto)
Com apoio da família, Cássia enfrentou o câncer de mama (Foto: Jornal Arauto)


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