Vera Cruz - RS, terça-feira, 12 de novembro de 2019
Publicado 08/11/2019 » Geral
Chuva intensa impacta nas lavouras
Fonte: Jornal Arauto

A sequência de dias chuvosos durante o mês de outubro somados aos primeiros dias de novembro traz impactos para a agricultura, principalmente às culturas como hortaliças, grãos, tabaco e apicultura. As hortaliças, por exemplo, acabam tendo perda de produção até mesmo no sistema protegido devido à umidade do ar e falta de sol. Esses fatores, segundo o engenheiro agrônomo da Emater de Vera Cruz, Alberto Evangelho Pinheiro, contribuem para o atraso no desenvolvimento, em virtude do solo encharcado, no apodrecimento e no surgimento de doenças, como fungos. 

De forma geral, calcula-se perda de 35% na produção de hortaliças em Vera Cruz, principalmente nas folhosas produzidas a campo. “Para quem trabalha com ciclos rápidos, em um período de um ano, pode ocorrer perda de um ciclo”, aponta. “Já para quem tem sistema protegido, os maiores problemas enfrentados são umidade e fungos”, frisa. 

REFLEXOS
A produção da família de Luís Fabiano e Marci Oliveira, em Linha Ferraz, começa a sentir os efeitos da chuva. Na propriedade, com a ajuda das filhas Débora e Eduarda, há cultivo de folhosas, como alface, rúcula, couve e salsa, além de morango. Débora, que é tecnóloga em horticultura, avalia que a perda na produção fique de 20 a 30%.

Da produção de 1.500 cabeças de alfaces crespas, Débora não sabe se poderá aproveitar a metade. O mesmo vai ocorrer com a alface americana. Do que foi produzido, ao invés de embalar apenas uma cabeça para fechar o peso necessário, será necessário duas, pois devido ao clima, o desenvolvimento ficou prejudicado.

A família tem entre 70 e 80% da produção no sistema protegido, o que não foi o suficiente para impedir o prejuízo com as intempéries. Os morangos estão com fungos. Os tomates, devido ao vento, começam a encostar um no outro, o que machuca o fruto. “Com a chuva, não conseguimos adubar. As verduras não se desenvolvem bem e começamos a sentir os prejuízos”, lamenta Débora.

Fumo também é prejudicado
A cultura do tabaco também sofre consequências em virtude da chuva intensa, tanto no atraso da colheita quanto na perda de produção, que tem em torno de 20% de quebra. “Entre as regiões onde os produtores  mais reclamaram foi Linha Fundinho, Vila Progresso, Linha Henrique D’Ávila”, cita o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vera Cruz, Cristian Wagner.

Morador de Ferraz, José Ribeiro diz que dos 15 mil pés plantados em uma das áreas, 20% terá perda. “Muita chuva prejudicou. Aqui, pegou as folhas baixeiras e segunda apanha. Assim como alguns pés que foram todos danificados”, lamenta. A outra área, cultivada depois com 20 mil pés, nada sofreu.

Confira a matéria completa na edição impressa desta sexta-feira, do Nosso Jornal.



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